Destaques Notícias — 11 agosto 2017
Açudes que abastecem Cajazeiras estão em situação critica. CAGEPA pode intensificar racionamento.

A cidade de Cajazeiras no alto sertão está prestes a atravessar uma das piores crises hídricas de sua história. Com notável crescimento na construção civil, uma população fixa beirando os 70 mil e com uma flutuante de mais de 15 mil, atividades comerciais que consomem muita água, as noticias não são muito boas para a terra do Pe. Rolim.

O motivo de toda preocupação é um relatório da ANA que deverá ser entregue nos próximos dias a direção da CAGEPA regional, trazendo o volume real dos açudes que abastecem a cidade, segundo as informações iniciais, uma antiga perspectiva no tocante ao armazenamento cai por terra, ou seja, acreditava-se que mais de 10 milhões estivessem ainda para ser liberados, contudo, após uma batimetria exame que afere o nível de assoreamento realizado esta semana, mostrou que hoje o volume mal ultrapassa 8 milhões.

Para se ter uma ideia, da gravidade da situação, agora que estamos no início do segundo semestre quando os termômetros registram o aumento da temperatura e por conseguinte sobe também o consumo de água. Outro dado a ser levado em consideração é que a evaporação também é elevada e pode se equiparar a mesma proporção do consumo.

Também segundo as informações, aquele que seria a salvação da cidade, o açude de Lagoa do Arroz que hoje com 11,6% e foi inaugurado nos anos oitenta, apresenta um nível de assoreamento maior do que o de engenheiro Avidos que existe desde de 1936. O Lagoa do Arroz começou a abastecer a zona norte daquela cidade que tem cerca de 18 mil hab. Além deste setor, o manancial ainda fornece água para as cidades de Bom Jesus, Santa Helena e São João do Rio do Peixe.

Diante do quadro, a direção da CAGEPA deverá na próxima semana, já de posse dos dados, alterar drasticamente o atual modelo fornecimento do precioso líquido.

Redação

Aconteceu tá no Folha

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