Brasil e Mundo Destaques — 11 setembro 2015
Condenado na Lava Jato, Fernando Baiano fecha delação premiada.

imagem da internet

O lobista Fernando Baiano fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) para contar o que sabe sobre o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Preso há cerca de dez meses, ele tem prestado depoimentos com objetivo de obter redução das penas em processos a que responde na Justiça Federal.

Segundo informações do Blog do Camarotti, a delação de Baiano deixou integrantes da cúpula do PMDB em alerta. O partido teme que Baiano possa entregar integrantes da legenda, assim como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fizeram com o PP.

Fernando Baiano é apontado por procuradores como operador do PMDB no esquema – o partido nega as acusações. Neste papel, segundo o MPF, ele atuava na negociação de propinas e na distribuição de dinheiro que saía da estatal para os envolvidos nos crimes.

Em um dos depoimentos que tem prestado, Baiano falou sobre a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Levantamento do Tribunal de Contas da União afirma que a compra da refinaria resultou em prejuízo de US$ 792 milhões para a Petrobras. O ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que é delator, afirmou ter recebido US$ 1,5 milhão de Baiano para não causar problemas na reunião de aprovação de compra da refinaria.

O novo delator já foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo de contratação de navios-sonda para a estatal. Na ocasião, ele operou U$S 15 milhões de propina e, segundo o delator Júlio Camargo, deste total US$ 5 milhões foram pagos ao presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Conforme Camargo, Fernando Baiano era sócio oculto de Cunha.

Ele ainda responde a mais um processo que envolve pessoas ligadas à empreiteira Andrade Gutierrez.

Atualmente, o processo de delação está na segunda etapa, que é a fase de depoimentos. Antes disso, o investigado entrega por escrito um resumo do que pretende falar e dos documentos que pode fornecer para a investigação. Ao concluir os depoimentos, o conteúdo deles e as provas serão enviados para avaliação da Justiça.

Neste caso, a avaliação deve ficar a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF), já que os fatos narrados por Baiano envolvem políticos com foro privilegiado. Caso o tribunal homologue o acordo, ele passará a usufruir dos benefícios combinados com o MPF.

Com glob.com

 

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