Colunistas Mariana Moreira — 20 outubro 2011
Mariana Moreira – Cajazeiras Rosa

Cajazeiras Rosa

O tema é bastante sugestivo e convidativo. Tudo para ressaltar a importância do objetivo da campanha que vem investida de uma seriedade que se situa entre os limites da vida e da morte. Envolvendo palestras, panfletagem, encontros de formação, divulgação pela mídia, encontros em escolas a Campanha Outubro Rosa: Câncer de Mama a Prevenção começa com a conscientização vem sendo realizada em Cajazeiras por iniciativa da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, com apoio da Secretaria Municipal da Saúde, da Secretaria Municipal de Promoção Social, do Grupo Amigas do Peito e do Centro de Defesa da Mulher Márcia Barboza.

A Campanha Outubro Rosa é uma iniciativa mundial e vem sendo realizada em diversos países com atividades educativas e de esclarecimento sobre a importância da prevenção do câncer de mama. Em Cajazeiras, a programação envolve um leque de atividades que procuram construir uma nova mentalidade sobre os perigos de uma doença que é apontada como uma das principais causas de mortalidade entre mulheres adultas e que muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com ações simples como visitas regulares a um médico e realização de exames específicos como mamografia. O diagnóstico precoce da doença e o tratamento adequado podem elevar a taxa de cura a percentuais significativos e retirar das estatísticas de morte milhares de mulheres que, anualmente, descobrem a doença em estágios que não mais permitem a cura.

Mas, como criar uma consciência sobre a importância da prevenção e do tratamento precoce do câncer de mama se, em muitas cidades brasileiras, o serviço público de saúde não dispõe de um simples aparelho para a realização de mamografia e, quando existe, graças a alta demanda e aos negligentes cuidados com a manutenção, encontra-se, em grande parte do tempo, quebrado? Como conscientizar mulheres se em nossos hospitais públicos poucos profissionais médicos se submetem a uma rotina exaustiva de atendimento, tendo que vencer filas desumanas e realizar diagnósticos muitas vezes muito mais motivados pela intuição e experiência e menos pelo suporte de exames clínicos?

Como criar essa consciência? Como vem fazendo a entidades e instituições que estão coordenando o Outubro Rosa, chamando a atenção da população para um problema que afeta milhares de mulheres, sem distinção de cor, credo religioso, posição social. E, desta forma, instigando em cada um e em cada uma de nós a permanente necessidade e urgência de que não basta apenas sermos conscientes do problema, mas é importante que reclamemos soluções para as questões mais gerais que impedem que, diariamente, milhares de pessoas tenham negado o direito elementar a um atendimento de saúde digno, como são negados outros direitos e, para muitos, até o da própria vida.

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