Destaques Notícias — 16 setembro 2015
O andaime caiu? Em delação premiada Francisco Justino entrega o jogo e denuncia toda a estrutura da organização criminosa.
As obras eram conduzidas diretamente pelos executores das fraudes, vinham acontecendo, na maior normalidade, em várias cidades da região de Cajazeiras,  Sousa, no Rio Grande do Norte e  Ceará.

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O construtor e empresário cajazeirense Francisco Justino do Nascimento, preso na operação andaime e tido como um dos operadores do esquema comandado por uma organização criminosa, que vinha cometendo vários crimes e fraudando licitações em diversas prefeituras da Paraíba e de outros estados fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e que foi homologado, no inicio da noite desta terça-feira (15), pelo juiz federal Marcelo Sampaio Pimentel Rocha, titular da 15ª vara Federal e que está respondendo pela 8ª vara federal, em Sousa, onde correm as ações já ajuizadas pela Procuradoria da República. As delações envolvem vários prefeitos e prefeitas no esquema.

O acordo de Delação Premiada foi conduzido pelo Procurador Federal Tiago Misael Martins, a partir da decisão de Francisco Justino do Nascimento de colaborar com as investigações, já que era o único dos presos da operação Andaime que ainda se encontrava recolhido ao Presídio Regional de Cajazeiras, desde o dia 26 de junho, motivado, ainda, segundo ele, pelo fato de que os envolvidos nas fraudes estavam jogando toda a responsabilidade sobre seus ombros.

Foram cerca de 20 horas de depoimentos, gravados em vídeos, onde o colaborador denunciou, detalhadamente, como funcionava o esquema, a hierarquia da estrutura da organização, as pessoas envolvidas em cada um dos municípios, os processos fraudados, o montante de recursos envolvidos e as obras conduzidas diretamente pelos executores das fraudes, que vinham acontecendo, na maior normalidade, em várias cidades da região polarizada por Cajazeiras, municípios da região de Sousa e em cidades do Rio Grande do Norte e do Ceará.

Os termos da delação, que correm em segredo de justiça, já que serão objeto de uma intensa investigação, que envolverá a Polícia Federal e a CGU, foram divididos em duas partes – as que envolvem pessoas comuns, que se desdobrarão em ações na primeira instância e as que envolvem pessoas com foro privilegiado, que foram encaminhadas para o Procurador Regional da República em Recife.

As delações feitas por Francisco Justino têm o poder de atingir vários gestores municipais, com capacidade e poder de fogo para abalar a estrutura política regional, mas só serão tornadas públicas quando concluídas as investigações e ajuizadas as ações pertinentes.

Como um dos benefícios da delação premiada, Francisco Justino do Nascimento já deixou, por volta das 20:00hs, o presídio onde estava recolhido e está em sua residência.

Com Blog do Adjamilton.

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