Noticias do Vale — 27 maio 2018
Poço Dantas-PB: Escola Rosa Dias do Nascimento realiza o V Arraiá da Rosa.

A Escola Municipal Rosa Dias do Nascimento de Poço Dantas-PB realizará dia 21 de junho, às 18h, em frente à unidade escolar na Rua Tabelião Odilon Francisco de Oliveira, 93, Centro, o V Arraiá da Rosa.  As comemorações de São João na escola além de integrar pais, alunos, funcionários e a comunidade ajuda a manter as tradições juninas, que lembram o mundo caipira e a vida na roça com o objetivo de preservar essa tradição genuinamente brasileira, junto às nossas crianças.

ARRAIÁ DA ESCOLA ROSA DIAS DE POÇO DANTAS (1)

No V Arraiá da Rosa serão oferecidas comidas típicas como bolos de milho, mungunzá, salgados, a melhor pamonha do sertão, milho assado, milho cozido, canjica, pipoca e arroz doce etc. Haverá a apresentação das quadrilhas Flor de Mandacaru, Os Pimentinhas e a Quadrilha Maluca da Rosa. Estão envolvidos na organização do evento a diretora Terezinha Alexandre de Almeida, coordenadores, servidores e todo o corpo docente e discente.

Época de festa junina que se preze tem que ter um arraial. Esse costume é proveniente da cultura portuguesa. Os nossos ancestrais reuniam o pessoal da aldeia para ofertar o que eles colhiam como prova de agradecimento pela boa safra. A Igreja Cristã designa 24 de junho como o dia de festa em homenagem ao mártir cristão São João Batista. As festas juninas da Região Nordeste do Brasil são eventos predominantemente profanos, mas que têm sua origem em elementos do sagrado, reinventados pela cultura popular e redesenhados no espaço urbano.

As festas juninas são, em sua essência, multiculturais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha se originado nas festas dos santos populares em Portugal: a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João e a Festa de São Pedro  principalmente.  O  São Pedro  é comemorado no dia 29 e  Santo António,  considerado o Santo Casamenteiro, é celebrado no dia 13. Santo Antônio, São João e São Pedro são Santos venerados pelo catolicismo oficial a partir de ritos litúrgicos formais e festejados pelo catolicismo popular através de práticas criadas e reinventadas pelo povo ao longo do tempo.

Embora seja comemorada nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

As festas juninas foram sendo difundidas em todo o território do Brasil, mas foi na região nordeste que se enraizou, tornando-se forte na nossa cultura popular. No nordeste, as comemorações são bem acirradas – duram um mês, e são realizados vários concursos para eleger os melhores grupos que dançam a quadrilha.

“Um assunto importante para se compreender as festas juninas do Brasil é o fato delas serem expressões da cultura popular rural. É notório que o Brasil foi por muitos séculos eminentemente rural, tanto na época colonial quanto após a independência. A formação da população brasileira, principalmente nos sertões distantes do litoral, ocorreu pela formação de clãs rurais e pelas relações de compadrio (relações entre compadres) que ligavam um clã ao outro. Essas relações estão refletidas nas festas juninas tanto em ritos, como o apadrinhamento ou batismo na fogueira, quanto em bailados, como a quadrilha, e também nas comidas típicas”, disse a professora Erivalda Paulina Deniz.

”Alguns costumes estão desaparecendo por causa da urbanização, como as festas de antigamente que eram realizadas com frequência nas fazendas, nas praças e com fogueiras. As demandas folclóricas começam a ser desprezadas. Permanecem as festas e as quadrilhas. Estão sumindo os tradições que as pessoas tinham de passar descalças nas brasas das fogueiras, estão desaparecendo os costumes típicos. Deixou de ser algo natural, espontâneo, como eram realizadas  as quadrilhas na roça. Transformou-se em algo institucional e comercial”, explica a pedagoga Erivalda Paulina Deniz.

Vem pra o V Arraiá da Rosa

Trais a sua famia pra si diverti e dançar a quadrilha

Océis num pode perder. Vai sê um trêm bão demais da conta sô!

Via o Agora.net

Aconteceu tá no Folha

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