Colunistas Reudsman Lopes — 25 novembro 2011
Reudsman Lopes – Saudades de Ionas Dunga

Ainda menino e mais puxado para o lado de frangote, denominação que nos faz lembrar e relembrar a marca do nosso lado jovial dita pelo amigo mais chegado a nossa família, sempre acompanhado pelo nosso pai, desportista e futebolístico de carteirinha, não perdia um jogo sequer lá no Estádio Higino Pires Ferreira, e, mesmo quando seu Osmídio não podia nos levar, dávamos um jeitinho de ir assistir o futebol.

 

Naquela época já ouvíamos falar na importância de grandes homens que com a sua determinação e vibração faziam a história do nosso futebol, eram eles os nossos dirigentes, os presidentes dos clubes e os seus diretores. Da arquibancada do Estádio Higino Pires Ferreira, atento ao que se passava com o futebol cajazeirense, acompanhei, mesmo sendo ainda um frangote, a ascensão e queda de muitos dos nossos pequenos e grandes clubes, uma coisa puramente normal e corriqueira no futebol amador.

 

Entretanto, o que sempre me chamava mais atenção era o amor, a determinação e a motivação dos nossos homens do futebol, aqueles que em muitas das vezes, tirava do próprio sustento familiar para ajudar o seu time e consequentemente o futebol desta terra. Vi a luta de meurimão para segurar o Atlético no amadorismo, acompanhei a trajetória de Sérgio David e um punhado de amigos no Santos, observava o amor de José Gonçalves e Nicholson com o Estudantes.

 

Tempos depois, começamos a demonstrar a capacidade de ter um representante nosso na elite do futebol paraibano, veio então o Botafogo de Cajazeiras. Começa, para nós a geração de Ionas Dunga, Eurivo Donato, Cabo Vicente, Sargento Afonso, professor Chagas, Pedro da Mina, Sebastião Lázaro, Dr. Iemirton e Dr, Iramirton Braga e outros que não estão na nossa memória, por enquanto. Piolho de treino, denominação a que nós dávamos a quem não perdia nenhuma movimentação lá no Higino, começamos a aplaudir o dinamismo de um baixinho, ele, Ionas Dunga.

 

Depois dos treinos, era cena comum, os seus comentários sobre este ou aquele jogador. Sincero, dizia sempre este é um bom jogador, e ou, este não serve para o nosso time. Das muitas coisas boas que ele fez ao nosso futebol, uma jamais me esqueci, foi ele ter trazido o ponta esquerda Marcondes, um cearense, para jogar em Cajazeiras. O tempo passou, de frangote virei um galo, mais que isso, ganhei a amizade e um carinho muito especial daquele que no meu jardim da infância do futebol, havia aprendido a admirá-lo, Ionas Dunga.

 

Ionas Dunga, o jogador

O falecimento de Ionas Dunga ocorrido neste final de semana, deixa uma sensação de vazio no futebol cajazeirense. Determinado e corajoso nos seus atos, foi um atacante virtuoso e fez parte como jogador de futebol de várias equipes do amadorismo local nas décadas de 40 e 50. Jogou no União de Eutrópio e Zé Palmeira e no Tabajaras de Sérgio David. Tinha uma capacidade espetacular de conduzir a bola com a mão sem ser visto pelo árbitro do jogo, me relatou um companheiro de time.

 

Ionas Dunga, o dirigente

Foi um dos grandes responsáveis pela primeira participação de um representante do futebol cajazeirense em um Campeonato de Futebol Profissional do Estado da Paraíba. Sabia como ninguém apontar nomes e descobrir valores para os nossos times, principalmente oriundos do interior cearense. A bela esquadra formada pelo Botafogo de Cajazeiras passou, em maioria, pelas suas indicações. Foi em vida um dos grandes colaboradores e incentivadores do Atlético a quem se dizia um apaixonado torcedor.

 

BOLA DENTRO

Para a organização da partida final do Campeonato de Futebol da Zona Rural realizada no Estádio Higino Pires Ferreira. A equipe da Secretaria de Esportes deu show. Parabéns a todos com uma NOTA 10!

 

BOLA FORA

Para o que estão criando de boatos para desestabilizar o Atlético Cajazeirense de Futebol. O que está por trás de tudo isso? A resposta merece uma NOTA 0!

 

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